quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Camp Pêche

Tenho vontade é de descrever a vista da janela da sala de minha casa. Todos os dias eu tento, sem sucesso, ligar o computador. A tela está queimada.

Escrevo aqui na casa de terceiros. Não é inspirador.

Não me falta, na realidade, tempo de sentar e escrever. Isto eu tenho de sobra, e mais do que tempo eu tenho, é verdade, vontade. Tenho muita vontade de me sentar e, dia sim, dia não, ou hora sim, hora não, escrever para as poucas pessoas que me lêem. Escrevo, disse e digo novamente, para mim mesmo. O meu journal está jogado a um canto; creio que a vaidade fala um pouco aqui, na minha vontade de devassar um tanto da minha vida. Devassar somente aquela parte que eu quero que vejam, obviamente. Há um tanto muito que passa batido, praqueles que passam por mim na rua; os poucos que me vêem, e eu sei quando me vêem ou não, amo e odeio. Sentimento além deste: admiro-me com o meu olhar de cachorro sem dono.

Escrever, escrever...

*****

Sonhei esta noite passada coisas interessantes. O único fragmento que consigo me lembrar, 13 horas depois, é que sonhei com um lugar qualquer, onde moravam pessoas humanas, e que tinham o costume de, quando duas ou mais pessoas se uniam em uma união enigmática, mítica, a mãe de um deles era carregada pelo "portão das senhoras", largada suavemente em um descampado obscuro, e acariciada quase devotamente pela meia dúzia mais próxima, talvez como uma divindade telúrica. O nome de uma delas era Clemenzil, o que me parece o nome comercial de uma pomada para acnes.

*****

Os pescadores estão desistindo de ser pescadores. Artigo lido recentemente no nosso jornal local. Não me surpreende em nada, isto: quem quer ganhar o seu pão na profissão menos reconhecida?

Fico triste, porém. Tinha um projeto de me meter a conversar mais com os pescadores, e escrever sobre eles. Todos eles: os que pegam camarão na água calma da Lagoa. Os que metem o pé no lodo das previsíveis baías internas, e aqueles que pegam "siria" com ova no mesmo lodo dos mangues. E, principalmente, aqueles que se metem nas pequenas bateiras, ou nos barcos fortes betumados, e se lançam às aguas mais geladas, revoltas e azuis do lado atlântico.

Ainda há tempo, tempo de suave melancolia.

4 comentários:

Anônimo disse...

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Each of you has your personal story; it is your history. Keeping a diary or writing your feelings in a special notebook is a wonderful way to learn how to think and write about who you are -- to develop your own identity and voice.

People of all ages are able to do this. Your own history is special because of your circumstances: your cultural, racial, religious or ethnic background. Your story is also part of human history, a part of the story of the dignity and worth of all human beings. By putting opinions and thoughts into words, you, too, can give voice to your inner self and strivings.

A long entry by Anne Frank on April 5, 1944, written after more than a year and a half of hiding from the Nazis, describes the range of emotions 14-year-old Anne is experiencing:

". . . but the moment I was alone I knew I was going to cry my eyes out. I slid to the floor in my nightgown and began by saying my prayers, very fervently. Then I drew my knees to my chest, lay my head on my arms and cried, all huddled up on the bare floor. A loud sob brought me back down to earth, and I choked back my tears, since I didn't want anyone next door to hear me . . .

"And now it's really over. I finally realized that I must do my school work to keep from being ignorant, to get on in life, to become a journalist, because that's what I want! I know I can write. A few of my stories are good, my descriptions of the Secret Annex are humorous, much of my diary is vivid and alive, but . . . it remains to be seen whether I really have talent . . .

"When I write I can shake off all my cares. My sorrow disappears, my spirits are revived! But, and that's a big question, will I ever be able to write something great, will I ever become a journalist or a writer? I hope so, oh, I hope so very much, because writing allows me to record everything, all my thoughts, ideals and fantasies.

"I haven't worked on Cady's Life for ages. In my mind I've worked out exactly what happens next, but the story doesn't seem to be coming along very well. I might never finish it, and it'll wind up in the wastepaper basket or the stove. That's a horrible thought, but then I say to myself, "At the age of 14 and with so little experience, you can't write about philosophy.' So onward and upward, with renewed spirits. It'll all work out, because I'm determined to write! Yours, Anne M. Frank

For those of you interested in reading some of Anne Frank's first stories and essays, including a version of Cady's Life, see Tales From the Secret Annex (Doubleday, 1996). Next: Reviewing and revising your writing