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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Você quer ser um líder de um culto?



A segunda parte está nos linques do vídeo no youtube.

Triste e verdadeiro. Embora pareça ser comédia, ou no mínimo sátira, as falas e atos são baseados em coisas que realmente acontecem.

O vídeo pergunta se você não gostaria de ser um líder de um culto. Eu pergunto: você quer ser um profissional do futuro? Sim? Então aprenda a ser um "desencultador". O fenômeno de culto é uma coisa tão antiga, mas também tão especialmente moderna, que não é de admirar que já existem pessoas - muitas vezes elas mesmas tendo feito parte de um culto no passado - que se especializam em tirar pessoas de um culto. Um processo que não é nada fácil, ao que parece.

Precisamos ter um pouco de cautela, contudo, em não querer ver em todas estas coisas um "culto" em si. Fosse assim, dançar e girar seriam sintomas inconfundíveis de atividade-física-que-provoca-transe-e-faz-parar-de-pensar. Culto é um fenômeno, um processo, que envolve um monte de coisas - a mentalidade "nós contra eles", o sentimento de ser especial, o "amor" pelo líder, a abandonar a vida pregressa, a promessa de algo melhor dentro do grupo.

Meditação e afins podem, evidentemente, ser utilizados neste contexto. A minha experiência com a meditação me faz pensar que isto não é a "meditação" que provoca, mas o contexto no qual ela é colocada.

A grande ironia dos cultos, porém, é que eles são dissidências de amor no seio das sociedades. Se tal amor e tal fidelidade fossem dirigidas para a pátria, ou nação, ou partido, e tal "discriminação intergrupal" e preconceito contra os "de fora", teríamos algo similar ao que sempre tivemos na nossa história política. Os cultos parecem refletir invertido, em pequena escala, algo que acontece em uma escala maior.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"Acid made me kill a sausage"



Supostamente este é um vídeo para desestimular o uso do ácido lisérgico, LSD. E para assustar as pessoas também. Scare the shit hell cat outta.

Resumo da história: a moça comportada vai pro apartamento (universitário? Berkeley?) de um carinha e toma ácido. Ela coloca uma roupa mais colorida e tcham e tchum, e sai pra "rua do Mercado" pra passear ou uaréva. Ela compra um cachorro-quente e a salsicha, agora afogada em ketchup, começa a falar com ela e dizer que morrerá assassinada se ela for mordida. Conversa vai e vem, a moça decide parar de conversar com a salsicha - ah, como eu gostaria de ver isto - e morde a bicha, que solta um grito de dor e desespero. Assustada, a moça começa a pisotear a salsicha e tudo o que a acompanha - pão, molho - para se dar conta depois que no fim das contas acabou assassinando a salsicha - e pagou um mico federal no centro da cidade.

Tsc. Estudos clássicos em psicologia social mostram claramente que propagandas que utilizam o sentimento de medo e terror para desestimular algo funcionam menos que outras abordagens.

Tsc tsc. A mulher ficou aterrorizada com a salsicha falante? Mas ela não sabia que estava matando mesmo, ora bolas? Não pude evitar de me lembrar de uma pessoa, que não revelarei o nome, pessoa esta que é uma das ativistas vegetarianas e direitos-dos-animais. Ela (pessoa) descreveu, para mim e para um amigo, o Horror que paira no ar por causa da matança, e como pessoas mais sensíveis, como ela (pessoa), crianças, e demais, sentem o Horror. Pairando no ar.

É evidente que isto virou piada e até hoje usamos a expressão "c'est l'horreur/ une horreur".

Tsc tsc tsc. A War on Drugs é um atentado contra a nossa inteligência. Entre outros tantos.

É claro que não nego que a história possa ser verídica. Coisas assim acontecem, e com frequência.