terça-feira, 1 de agosto de 2006

Eu já amei a Björk

Vi no blog do Robizito a lista dos 100 melhores videoclipes (de música), e nela, em sétimo lugar, o All is full of love da Björk.

Eu não o consegui ver inteiro nesta página, e eu não o tinha visto antes, então a curiosidade continua.

O Homogenic foi o primeiro álbum que eu escutei da Björk, e eu posso jurar para vocês que antes dele eu não havia escutado nada dela. Como eu vim a comprar o CD, eu não sei; como eu vim a saber de uma Björk, eu não me lembro. Tenho cenas de mim escutando musiquinhas do Post e demais, mas todas elas são sempre um tanto depois. É um destes lapsos da minha vida, e eu não faço questão de saber.

O que é curioso é que o Homogenic é um álbum terrível. Terrível. Terrível. Fabuloso. Pluto, que a versão neo-italiana futurista de um fim do mundo através de uma rachadura craniana, em gritos horripilantes e inumanos, é a música que antecede a All is full of love. Acaba-se de explodir e começa a se escutar o murmúrio suave de um som sabido eletrônico, mas que tem o suave calor e ritmo das batidas de um coração.

Eu nunca gostei de All is full of love, tanto porque eu achava que a música, como final do Homogenic, simplesmente não cabia (como ela fala aqui), tanto por achar esta coisa de amor e de tudo está cheio de amor um tanto papo comum açucarado, uma daquelas coisas que se diz quando se ama. A letra é, como eu posso dizer, banal. A mensagem, banal. Mas eu a escutei hoje e me perguntei, do que ela está falando?

you'll be given love
you'll be taken care of
you'll be given love
you have to trust it

maybe not from the sources
you've poured yours into
maybe not from the directions
you are staring at
twist your head around
it's all around you
all is full of love
all around you

you just ain't receiving
all is full of love
your phone is off the hook
all is full of love
your doors are all shut
all is full of love

E percebi que este tipo de coisa se descobre sozinho, e que certas coisas só batem quando têm que bater, mesmo.

E quando é dito pela Björk fica mais bonito. As coisas ditas pelos poetas ficam mais lindas, por serem mais... acessíveis? Humanas?

Uma vez eu quis casar com a Björk. Eu falava de brincadeira, pois além de achar uma artista extraordinária eu ouvia historinhas sobre ela, como a da vez que ela sentou numa roda de samba em Santa Tereza, no Rio (lugar gostoso, muito gostoso...) e ficou lá cantando. Agora eu não quero mais.

Tentem ver o vídeo, e me mandem se conseguirem um completo.

5 comentários:

Robson disse...

Eu vi o vídeo. É muito interessante o que se consegue provocar de emoção com formas humanas, mesmo no contexto do clipe.

Se quiser, eu te conto... Mas não consegui uma versão para te passar.

Abraço.

Vitor disse...

O clipe é bom, sim. Eu lembro que fiquei impressionado desde que o vi pela primeira vez na MTV. Tem toda uma atmosfera perturbadora, como a música em si.

E engraçado como a parte da música que você colocou em negrito também é aquilo que sempre mais mexeu comigo nela...

Raquel disse...

Sinto muito Rob, mes eu sempre detestei a Björk... com todas as minhas forças. Após o sofrível filme "Dançando no escuro" (ou algo assim, nem lembro) que tive o desprazer de assistir no CIC, passei a não gostar dela. Saí do filme com minha cabeça estourando de dor... bah. Acho ela uma figura exótica, mas fraquíssima enquanto atriz de musical. E assim, acabei não gostando das músicas dela também. Essa é a história de como eu aprendi a não gostar dela.
Mas eu respeito quem gosta, tenho vários amigos que, assim como você, são fãs dela. Gosto realmente é algo muito peculiar e pessoal. hehehe
Beijo pra você! Lindo dia!

Raquel disse...

Lucas amado do meu coração! Escrevi Rob ali porque estou acostumada a escrever para o Rob, sorry...
Só pra vc não ficar triste, vamos fazer um petit gateou semana que vem?
Beijusss

Vitor disse...

Quando você vai voltar a escrever...?